Wednesday, November 22, 2006


Eu, véspera de mim.
Sentada sem bagagem na estação,
saudosa do dia-eu.
Espero a chegada de mim,
não certa do dia que vi.
Certeza inadiável de que sou véspera. Só.
Véspera do que versa, voa...
Vicia, vibra
Vacila, vassala.
Véspera de quem chega de mala,
se juntar à minha cuia e cuíca.
Boa bagagem. Vide véspera.
Dia-Eu, só amanhã...

Fernanda Lobo

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