Tuesday, September 27, 2005

Sorri pra te provocar
Vai embora pra te ver atrás
Fala com tantos rodeios pra te ver direto
Rejeita para sentir tua mão detê-la com força
Faz pose pra te ver por baixo, de cima
Não erra para se acreditar perfeita
Faz do frio a explosão do quente
Faz do nome talvez, força latente

Faz da voz o convite sutil
Dos ouvidos, o silêncio de entrega
Das mãos, a leveza e a brancura da neve
Com o calor e a umidade do corpo.

Quer te escutar de perto
Quer te falar de mais perto ainda
Quer vencer a briga e te ver rendido
Quer, antes de tudo se render,
Depois de muita voz, muita palavra dita
Depois de muitos olhos dentro da alma,
Depois de muitas certezas desperdiçadas
Muita verdade atropelada.

Ah, se soubesses o calor
e se soubesses o calor que faz quando a menina cisma
e a liberdade que ela tem, que ninguém ousa tirar.
E a saudade que ela tem de que sabe-se lá
E da intensidade de um momento quando ela se deixar
E ela te convence, te complica
Te acorrenta , te explicita
Te confunde e te acorda
só por ser você quem a faz calar.

No comments: